Acabamos de voltar da casa das meninas, nos divertimos muito! A conversa rolou à solta das 5 da tarde até a 1 da manhã. De onde achamos tanto assunto? Bom, 5 mulheres lindas e super bem informadas têm sempre muito o que dizer! :p
A Karina (Libanesa) nos mostrou um vídeo hilário do Super Homem, vale a pena conferir!
Obrigada pela noite Camila, Amanda, Nadu e Karina. A nossa festinha quase Augustina foi mais que perfeita!
A maior parte da população dos Emirados é composta por indianos e paquistaneses ( e não emiratis). Trabalham em sua maioria no ramo da construção civil, vivendo sob condições desumanas. Outro dia estava passando na TV daqui um documentário sobre a fixação desse povo (inclusive árabes do Golfo) com a cor de sua pele. Se no Brasil o bonito é ser bronzeado, por aqui o negócio é ser branco, cara pálida.
Inúmeros processos estão em andamento na Índia em que pessoas e organizações pró- direitos humanos acusam empresas de promoção do racismo. Onde já se viu colocar na mídia que o obstáculo da sua carreira está na sua pele? Estamos voltando ao tempo da segregação racial?
No documentário, a apresentadora que mora na Inglaterra mas vem de origem indiana sai em busca desses produtos "milagrosos" e conversa com a editora de moda de uma revista indiana que publica somente fotos de mulheres brancas. A editora diz que publica o que a sociedade busca ler. É um ciclo vicioso doentio, já que não se sabe ao certo de onde isso vem, se da mídia ou da sociedade em si. Talvez da obsessão pela cor branca de seus colonizadores, os ingleses? Eu me pergunto o que se passa na cabeça de uma adolescente indiana...Imaginem o cotidiano dela. O bombardeio que sofre da mídia, a pressão da sociedade que é passada de geração em geração. Para eles, o primeiro motivo para uma menina não se casar é a cor da pele dela. Mulheres de pele escura não têm o direito de ser feliz? Não são atraentes o suficiente?
Sabia que homens também sofrem com isso e buscam as mesmas alternativas? O que me deixa mais perdida ainda! Homens e mulheres usam e abusam de centenas de cremes existentes no mercado, se sujeitam a desenvolver possíveis doenças de pele, contribuem para o sucesso dessa indústria nojenta e não param por 1 segundo para olhar ao seu redor e ver que "puxa, eu posso ser feliz com alguém de pele escura como eu".
Acho que aí vem a questão de não gostar de si próprio em primeiro lugar. Quando vc não se aceita, não há a menor chance de se aceitar alguém que é igual a vc.
Assistam ao comercial do creme clareador "Fair & Lovely"( Clara e adorável) no canal Zee TV - canal indiano com cobertura nos países árabes, sub-continente Asiático e até alguns países europeus.
O calor está insuportável lá fora, perto dos 50 graus, por isso pareço estar inspirada pra escrever o dia todo.
Hmm sei que comecei o dia falando de Sabah, depois mudei de assunto pra Dior, transformei o bege do blog into something a bit more glamourous...Idéias estão a todo vapor hoje...
Agora procurando filmes da Sabah me deparei com um dos maiores nomes da música árabe: Farid Al Atrash.
Ele nasceu na Síria, filho de pai sírio e mãe libanesa. Ainda criança emigrou para o Egito com sua mãe e irmãos para fugir da ocupação francesa. Cantou muitas vezes e até propôs casamento para a cantora Shadia (uma das razões para meu pai ter escolhido o meu nome - segundo ele) Farid morreu em Beirute, aos 59 anos. Foi e é até hoje considerado um dos 4 maiores cantores árabes.
Adoro a música. O dabke (dança tradicional do começo do videoclipe) e a dança do ventre são pra mim o ápice do filme. A comida parece deliciosa...Enjoy pessoal!
Outro dia fui comprar um rímel da Christian Dior, o Diorshow, com uma amiga libanesa e ela me disse que na Arábia Saudita a marca é estritamente conhecida como Dior e que não se pode mencionar Christian - o que em inglês significa cristão. (Todos sabem do conservadorismo islâmico no cotidiano dos Sauditas)
Não sei se é verdade, embora não duvide das caretices da Arábia Saudita.
Sabah é uma cantora libanesa com talvez mais de 80, 90 anos...é uma personagem highlander do mundo árabe...ninguém sabe ao certo sua idade, o que se sabe é que a cada ano que passa ela surge mais plastificada em seus videoclipes. Lembro dos filmes em preto e branco que assistia nos domingos de tarde na casa da minha avó materna. Ela era linda, jovem e tão natural. Aceitar a velhice deve ser difícil.
Há pouco tempo atrás inventaram um boato pelo Blackberry Messenger que Sabah havia falecido. A mensagem rodou a região toda e o empresário dela teve que ir à TV para desmentir os rumores. Nossa velha Sabah sobreviveu à maldade da tecnologia!
Adoro esta música, embora não entenda muito o que ela diz! Ela me lembra de quando vim pra Dubai com a minha família. Me faz lembrar da Nadya cantando e dançando com a Samya, que tinha menos de 10 anos :D
Vou ver se encontro um dos filmes antigos da Sabah pra postar aqui!